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Elektracustika: resenha no Poppycorn

O site Poppycorn publicou tempos atrás uma resenha do último álbum do Oficina G3, “Elektracustika”. O texto, reproduzido abaixo, pode ser encontrado neste link.

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Uma comemoração à altura

Por: André Bisk

A música pesada cristã de uns anos para cá tem alçado vôos mais altos, vencendo preconceitos que permeavam seus instrumentais e letras, seja no exterior ou em solo tupiniquim. Bandas de muita qualidade de surgido de tempos em tempos, sendo inclusive referências para outras bandas, mesmo seculares. O fato é que o rock cristão tem um espaço bem maior hoje, e um dos grandes responsáveis para essa quebra de barreiras é o Oficina G3, que em seus 20 anos de carreira, sempre investiu em ser diferenciada, bem refletido em seus próprios trabalhos, que apesar de cada um ter a marca da banda, eram diferenciados, principalmente em “Além do que os olhos podem ver”, trabalho mais pesado e direto do trio. Com “Elektracustica”, seu mais novo rebento, não seria diferente.

Me surpreendeu um trabalho semi-acústico após o peso incrível do seu trampo anterior, o que a princípio pareceu uma parada meio brusca do estilo, pois ele é de uma perfeição incrível, até mesmo encarei isso achando que ele fizeram isso de um modo um pouco precipitado, mas na realidade não é bem assim. O trabalho é pesado ao seu modo, e muito pesado por sinal. Todos os três músicos – Juninho Afram (guitarras), Duca Tambasco (baixo) e Jean Carllos (teclado), estão entre os melhores músicos do Brasil, e fazer um álbum acústico é muito complicado, principalmente se for uma “meia” antologia, que exige dos músicos uma releitura agradável e precisa, me lembrando muito o que o saudoso Petra fez em seu trabalho acústico, denominado “Double Take”.

O OG3 acerta na mosca nas músicas (14 no total, sendo que destas, 5 são inéditas), principalmente que seu “set antológico” foi baseado em dois trabalhos mais marcantes (Além… e Humanos).

Uma coisa que é digna de ser comentada é que existe um experimentalismo, um flerte mais claro com algumas nuances eletrônicas – talvez até mesmo devido a importância dos teclados de Jean em todas as melodias, e a sua experiência em adicionar o novo sem temer pelas críticas – mas que a cada trabalho fica mais notório que a banda não tem medo de experimentar novas texturas.

Não dá definitivamente para destacar uma música em especial, pois todas são muito boas, mas existem momentos que são marcantes, como em “Ele vive”, onde eles mostram uma técnica e “veia” de Progressive Metal. Senti falta de músicas como “Amanhã”, que se encaixaria perfeitamente no trabalho, mas nem por isso ele perde o seu brilho. Mais uma vez o Oficina G3 fez um trabalho digno de sua carreira brilhante, onde não precisam provar nada pra ninguém, e ainda assim ensinaram a como fazer um trabalho equilibrado.

25/02/2008

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